Da redação
Integrantes da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstram preocupação com a possibilidade de os Estados Unidos tentarem interferir, ainda que indiretamente, nas eleições brasileiras. Segundo auxiliares de Lula, o temor envolve principalmente a atuação de Washington sobre grandes empresas de tecnologia durante o período eleitoral.
De acordo com relatos desses assessores, uma das principais inquietações é que autoridades americanas possam recorrer às chamadas big techs para influenciar a distribuição de conteúdos em redes sociais, especialmente nos momentos finais da campanha, modificando o alcance de determinadas mensagens junto ao eleitorado brasileiro.
Conforme fontes ouvidas, Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, é citado como foco do receio em razão de seu perfil ideológico e da atuação em política externa no governo de Donald Trump. Integrantes do núcleo da campanha veem Rubio como personagem central na possível movimentação do governo norte-americano.
O ambiente de alerta se intensificou diante do agravamento da crise entre os governos dos Estados Unidos e do Brasil, além de manifestações recentes do presidente Lula afirmando publicamente que não aceitará nenhum tipo de interferência americana no processo eleitoral brasileiro, reforçando a posição de defesa da autonomia nacional.





