Da redação
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, participou de sabatina conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos, no Jornal Nacional. Santos se preparou durante quatro dias para a entrevista, realizando treinamentos para antecipar possíveis perguntas, segundo integrantes de sua campanha.
Durante a preparação, a equipe tentou prever temas que poderiam ser abordados, mas a primeira pergunta do encontro, sobre a proposta de criação de uma bomba atômica, não estava entre os tópicos previstos. Conforme a avaliação da campanha, essa questão surpreendeu o candidato logo no início da entrevista.
Apesar do imprevisto, assessores de Santos consideraram que o presidenciável respondeu de forma satisfatória, vinculando a defesa do desenvolvimento de um armamento nuclear à noção de “soberania” nacional. Para Santos, “o mundo está passando por uma mudança muito grande. Se o Brasil quiser sentar com Estados Unidos, Rússia, Índia e China, tem que ter soberania sobre o próprio território, armamento nuclear”.
A discussão sobre soberania e armamento nuclear ganhou espaço no debate político durante a atual corrida presidencial, de acordo com a campanha do Missão. A resposta de Santos foi vista por seus apoiadores como alinhada ao discurso de fortalecimento da posição internacional do Brasil.



