Da redação
Auxiliares econômicos das campanhas de Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que o aumento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) pressionará o orçamento nos próximos anos. Dados do Tesouro Nacional apontam expansão média anual de 9,8% entre 2022 e 2026.
O BPC paga R$ 1.621, um salário mínimo, a idosos de baixa renda com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de qualquer idade em situação de carência, sem cobertura previdenciária e sem contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Entre 2009 e 2021, a despesa cresceu, em média, 5,7% ao ano; nos 12 meses encerrados em agosto, somou R$ 137 bilhões. A valorização do salário mínimo e a expansão dos pagamentos a pessoas com deficiência contribuíram para a alta.
De 2021 a 2025, benefícios a pessoas com deficiência cresceram 45,1%, ante 23,2% para idosos; sua participação subiu de 54,4% para 58,4%, impulsionada por decisões judiciais. Especialistas veem gasto subir com desemprego em queda e defendem fusões ou extinções excepcionais, além de rever regras.




