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Candidatos a secretário-geral iniciam apresentações oficiais na ONU


Da redação

A escolha do próximo secretário-geral da ONU, que assumirá o cargo em janeiro de 2027, já movimenta bastidores diplomáticos e pode definir os rumos da governança global na próxima década. O processo, iniciado em novembro de 2025, permite a indicação de candidatos até 1º de abril de 2026, embora nomes possam entrar na disputa após esse prazo.

Até o momento, quatro candidatos foram oficialmente indicados: Michelle Bachelet (Chile), Rafael Grossi (Argentina), Rebeca Grynspan (Costa Rica) e Macky Sall (Senegal). Chama atenção o fato de três deles serem da América Latina, reforçando o debate sobre uma possível rotatividade regional no comando da ONU, embora tal regra não exista formalmente.

A seleção segue vários passos: diálogos interativos televisionados entre candidatos e Estados-membros ocorrerão em 21 e 22 de abril de 2026. Depois, em julho, o Conselho de Segurança – composto por 15 países, entre eles os cinco membros permanentes com poder de veto – debate os nomes a portas fechadas. A Assembleia Geral, composta por 193 Estados, fará a escolha final, normalmente entre agosto e outubro.

O cargo de secretário-geral nunca foi ocupado por uma mulher em mais de 80 anos de história da ONU. Embora não haja exigência formal, a pressão por equilíbrio de gênero é crescente. Os Estados-membros são incentivados a apresentar candidaturas femininas.

Para vencer, um candidato precisa do apoio da maioria no Conselho de Segurança e não pode sofrer veto de nenhum membro permanente (China, França, Rússia, Reino Unido ou EUA). No contexto atual de tensões internacionais, chegar a um consenso será um desafio determinante nesta decisão histórica.