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Celina Leão promete rigor após mortes e cobra humanização na rede pública de saúde


Da redação

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, afirmou que não tolerará falta de atendimento ou desumanidade na rede pública de saúde após as mortes de duas gestantes no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) e de um homem na porta do Hospital de Base. Em visita técnica a obras no Itapoã, a governadora esteve acompanhada do secretário de Saúde, Juracy Cavalcante Lacerda Júnior, e detalhou providências adotadas, incluindo reforço nas diretorias e chefias com foco em humanização, além do estudo para atualização dos protocolos de atendimento no pré-natal.

Segundo Celina, reuniões foram realizadas para tratar dos casos e garantir acompanhamento rigoroso das situações. “Não vamos tolerar a falta de atendimento, a falta de humanidade ou a naturalização do sofrimento das pessoas”, disse. A gestora ainda prestou solidariedade às famílias e declarou que a gestão “não esconde o problema e toma providência”, prometendo enfrentamento diante das denúncias. Ela destacou que o monitoramento da rede é total e que as imagens do HRSam foram compartilhadas com autoridades policiais e familiares.

De acordo com a governadora, a rede pública de saúde enfrenta sucateamento e a recomposição do quadro de profissionais depende da convocação de 508 novos servidores, incluindo médicos generalistas e especialistas, como oncologistas e ginecologistas. Celina relatou dificuldades com concursos públicos recentes, informando que apenas 34 profissionais tomaram posse das 114 vagas ofertadas na última seleção.

A Polícia Civil do Distrito Federal investiga as mortes de Maria Graciana Andrade Alves, de 36 anos, que faleceu durante o parto no HRSam, e de Maria Aparecida Galdino dos Santos, de 25 anos, que morreu após dar à luz no mesmo hospital. Também é apurada a morte de Rodrigo Resende Prado, de 46 anos, que sofreu um mal súbito aguardando atendimento no Hospital de Base.