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Candidatos ao GDF apresentam propostas para integrar e subsidiar transporte entre DF e Entorno


Da redação

Os governos do Distrito Federal e de Goiás tentam criar uma gestão compartilhada para o transporte público entre Brasília e o Entorno, mas não alcançaram acordo até o momento. Atualmente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) é responsável pela administração do sistema. O impasse nas negociações está na transferência dos passivos jurídicos e financeiros federais, considerada inviável pelos governos locais, conforme reiteraram em reuniões com a ANTT.

Segundo a Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros (Anatrip), o debate precisa avançar da teoria à implementação. Em nota, a associação afirmou: “O que precisa ser respondido é: quando essa estrutura será efetivamente implantada, qual será a participação financeira do Distrito Federal, de Goiás e da União e qual será a fonte permanente desses recursos?”. A entidade defende que a definição da governança e da política tarifária é essencial para garantir a sustentabilidade do consórcio.

No contexto eleitoral, candidatos ao governo do Distrito Federal apresentaram diferentes propostas para o transporte na região do Entorno. Celina Leão (PP), Leandro Grass (PT) e Paula Belmonte (PSDB) defendem a continuidade das tratativas para viabilizar o consórcio. José Roberto Arruda (PSD) afirma que vai dialogar com Goiás e o governo federal para firmar convênios, reduzir tarifas e melhorar a rede de ônibus, além de expandir linhas de metrô até municípios próximos ao DF.

Outros postulantes também propõem avanços na integração do transporte, como Ricardo Cappelli (PSB), Kiko Caputo (Novo), Professor Robson (PSTU), Samara Mineiro (UP) e Elisson Ferreira (Agir). Entre as ideias apresentadas estão bilhete único, tarifa zero, fortalecimento da Sociedade de Transportes Coletivos de Brasília (TCB), criação de empresa pública regional e reativação da malha ferroviária até Luziânia.

Desde a apresentação da proposta de consórcio, os debates progrediram em etapas que incluíram a formação de grupo de trabalho com participação do Ministério dos Transportes e de entidades federais e estaduais, acordo para aporte anual de R$ 67 milhões de cada governo e elaboração de minuta de Protocolo de Intenções. A assinatura do documento depende do consenso sobre o modelo institucional, fontes de financiamento e responsabilidades operacionais.