Da redação
A indicação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de seu filho Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível candidato à Presidência em 2026 alterou as articulações entre os principais governadores da direita antes cotados para disputar o Planalto. Governadores como Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) agora veem o cenário mais fragmentado do que unificado para enfrentar o presidente Lula (PT) no primeiro turno.
A possível candidatura de Flávio sinaliza divisões. Apesar de Tarcísio indicar que não concorrerá ao Planalto para apoiar o senador, nomes como Ratinho ganharam força como alternativa para disputar a Presidência. Tanto Zema quanto Caiado já manifestaram desejo de manter suas próprias candidaturas.
Segundo interlocutores, Tarcísio priorizava Zema e Ratinho para uma potencial chapa, caso disputasse a Presidência. Agora, Zema, que comanda o segundo maior colégio eleitoral do país, é visto como possível vice em campanhas de Ratinho ou de Flávio, embora, recentemente, o governador mineiro tenha reafirmado sua intenção de manter-se na disputa presidencial.
A entrada de Flávio bagunçou alianças antes costuradas entre os governadores, que se posicionavam juntos em temas como segurança pública e anistia a acusados de golpismo. O PSD, presidido por Gilberto Kassab, chegou a afirmar apoio a Tarcísio, mas já descartou aliança com Flávio. “Se ele não for candidato, temos dois pré-candidatos dentro do partido”, declarou Kassab sobre Ratinho e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.
No novo cenário, uma união eleitoral mais viável ficaria restrita a uma chapa Ratinho-Zema, apesar da dificuldade em juntar forças com Flávio. Caiado permanece firme em sua pré-candidatura, mesmo reconhecendo o direito de Bolsonaro de tentar lançar o filho. Já no União Brasil-PP, a preferência inicial por Tarcísio perdeu força e, em dezembro, o senador Ciro Nogueira (PI) declarou apoio a Flávio.





