Da redação
A Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), aderiu à Carta Zero Debris nesta quarta-feira (4), durante a 8ª Cúpula sobre Sustentabilidade Espacial. Liderada pela Agência Espacial Europeia (ESA), a iniciativa busca reduzir detritos e preservar o ambiente em órbita.
Fragmentos de foguetes, equipamentos desativados e objetos destruídos em colisões podem viajar a milhares de quilômetros por hora e atingir satélites em funcionamento. Esses equipamentos são usados em atividades como previsão do clima, monitoramento de desmatamentos, navegação e comunicação. Uma colisão também pode gerar novos detritos.
“Entendemos que a sustentabilidade deve fazer parte do desenvolvimento das atividades espaciais desde o início, e não ser tratada como uma preocupação posterior”, afirmou Marco Antonio Chamon, presidente da AEB. Para ele, a adesão representa o compromisso de desenvolver o setor espacial de forma responsável e sustentável.
A Carta estabelece objetivos para evitar a produção de novos resíduos e reduzir os riscos dos objetos que já estão em órbita. As medidas incluem planejar o descarte de satélites ao fim de sua vida útil, prevenir colisões e explosões e aprimorar sistemas de vigilância e rastreamento.
As empresas brasileiras Visiona Espacial e Safe on Orbit também aderiram à iniciativa. A Carta prevê ainda melhorar a coordenação do tráfego espacial, com o acompanhamento da localização e da trajetória dos objetos para avaliar riscos e planejar manobras. Também considera a possibilidade de componentes resistirem à reentrada na atmosfera e atingirem pessoas em solo.




