Da redação
Cartas de jogos de estratégia como Pokémon e Magic: The Gathering passaram a gozar da mesma imunidade tributária atribuída a livros e periódicos, conforme decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). O tribunal determinou a devolução imediata de cartas e acessórios apreendidos pela Receita Federal, após entender que esses itens têm papel relevante na difusão cultural e informacional.
Segundo o TRF-1, a decisão ocorreu após negativa de recurso da Fazenda Nacional e alinhamento com jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). O colegiado concluiu que o proprietário das cartas, jogador e competidor internacional, não cometeu fraude aduaneira, pois os itens são protegidos pela imunidade constitucional.
O interesse por cartas Pokémon ultrapassa o âmbito dos jogos. Celebridades e fãs ao redor do mundo utilizam esses itens customizados como acessórios de moda, incluindo capinhas de celular e chaveiros. Figuras como Momo e Nayeon, do grupo sul-coreano Twice, já incorporaram as cartas ao visual, popularizando sua presença nas ruas e passarelas.
A tendência dialoga tanto com o crescimento do movimento conhecido como kidcore, que valoriza elementos visuais infantis e nostálgicos, quanto com parcerias de marcas de luxo, como Fendi e Balmain, que lançaram coleções inspiradas no universo Pokémon. As cartas funcionam como ponto de cor e autenticidade nas produções urbanas, reforçando seu status multifacetado entre colecionáveis e acessórios fashion.




