Da redação
A Confederação Brasileira de Futebol reuniu representantes dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro em um hotel no Rio de Janeiro para discutir mudanças na arbitragem nacional. Segundo a CBF, o objetivo é adotar medidas já utilizadas na Copa do Mundo, visando combater a cera, reduzir interrupções e aumentar o tempo efetivo de bola rolando nas partidas. A iniciativa busca uma resposta à crescente pressão de clubes, que publicaram notas e reclamações públicas contra decisões de arbitragem nas competições recentes.
De acordo com o presidente da CBF, Samir Xaud, estão previstos cinco encontros com dirigentes, que debaterão possíveis mudanças nas regras do futebol brasileiro. “É mais uma reunião dessa nova gestão, desse novo modelo que tem como base o diálogo, a discussão, sempre de uma forma muito democrática”, afirmou Xaud. O dirigente destacou que experiências recentes da Copa do Mundo serão analisadas para aplicação no país. A expectativa é que parte das propostas seja implementada ainda na sequência da atual temporada, antes mesmo do Brasileirão de 2027.
O combate à demora no reinício do jogo e o tempo consumido para decisões de arbitragem estão entre as prioridades. A entidade avalia mecanismos para diminuir paralisações e equiparar os procedimentos nacionais aos adotados internacionalmente. Segundo a CBF, a discussão pretende ainda estabelecer um modelo que reduza as controvérsias, após diversas queixas sobre decisões do árbitro em campo e do árbitro assistente de vídeo (VAR).
Durante o encontro, o vice-presidente da CBF, Gustavo Dias Henrique, afirmou que as mudanças não serão imediatas ao comparar a arbitragem com o sistema público de saúde: “É difícil, requer tempo e precisa de vários mecanismos para que se ajeite. A gente sabe que não vai ser de uma hora para outra”. As discussões fazem parte da intenção da CBF de também participar na formação de uma liga de clubes.





