Da redação
O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, defendeu a aproximação com governos norteados por princípios democráticos e o alinhamento com parceiros confiáveis e previsíveis, durante painel realizado pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo). Wadephul afirmou ainda ser favorável à manutenção de certo nível de protecionismo econômico.
Segundo o ministro alemão, é estratégico fortalecer laços com países que atuam a partir da legalidade, segurança jurídica e igualdade de direitos fundamentais em um contexto internacional de crescente desconfiança. Ele destacou os Estados Unidos e as políticas tarifárias de Donald Trump como exemplos de instabilidade rejeitada pela Alemanha. Wadephul classificou o Brasil como um parceiro de relações próximas.
O chanceler declarou que seguirá investindo em cooperações com a China, mas ressaltou a necessidade de cautela diante da significativa participação chinesa na economia alemã. Wadephul mencionou a exportação de automóveis chineses a preços inferiores ao do mercado interno como consequência da produção excedente, afirmando que é preciso coordenar políticas de defesa econômica diante desse cenário.
Svenja Ahlburg, porta-voz do Wilo Group, chamou a atenção para a importância do Brasil na indústria alemã, destacando a necessidade de geração de valor local e da inovação para competitividade. A Alemanha é o quarto maior parceiro comercial do Brasil, com fluxo de US$ 21 bilhões e estoque de investimentos diretos de US$ 44 bilhões. O país também tem participação relevante em projetos ambientais por meio do Fundo Amazônia e de recursos ao Fundo Clima.




