Da redação
O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, afirmou que o país não planeja expulsar nem deportar pessoas da Faixa de Gaza. A declaração foi feita durante visita à Eslovênia, em evento de inauguração da embaixada israelense em Liubliana.
Saar declarou que, caso algum habitante de Gaza queira sair “por vontade própria” e um país esteja disposto a recebê-lo, Israel não irá se opor. Segundo o ministro, situações semelhantes ocorrem em outras zonas de conflito no mundo. Ele agradeceu à Eslovênia pela “amizade” e por estar ao lado de Israel “quando isso é importante”.
A manifestação de Saar ocorre após, na semana anterior, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, apresentar uma proposta para expulsar todos os palestinos de Gaza, alegando intenções eleitorais. Ben-Gvir, do partido Poder Judaico, sugeriu a retirada de 250 mil palestinos em um ano e a saída de outros 2 milhões ao longo dos seis anos seguintes, alegando que “temos que incentivar a emigração dos habitantes de Gaza”.
O chanceler fez as declarações um dia após doze países, entre eles Canadá, Reino Unido e França, anunciarem sanções ao governo israelense em resposta à expansão de assentamentos na Cisjordânia ocupada. A inauguração da embaixada em Liubliana ocorre enquanto a Eslovênia busca retomar relações diplomáticas sob o governo do primeiro-ministro Janez Jansa, revertendo políticas do governo anterior, que era crítico à ofensiva militar de Israel em Gaza.





