Da redação
Manuel Adorni anunciou que está deixando o cargo de chefe de gabinete do presidente da Argentina, Javier Milei. O comunicado foi publicado na rede social X. Adorni afirmou: “Saio com paz e serenidade, mas, acima de tudo, com a consciência tranquila e firme de minhas convicções”.
Segundo informações, Adorni vinha enfrentando pressão desde março, quando foi divulgado que sua esposa, Betina Angeletti, viajou para Nova York com a comitiva presidencial sem função oficial. Posteriormente, surgiram mais revelações, incluindo uma viagem a Aruba e a compra de dois imóveis, com valores considerados incompatíveis com o salário do ministro.
Pesquisas indicam que a situação desgastou a imagem de Adorni. Segundo levantamento do Centro de Estudos de Opinião Pública (Ceop), 78% dos argentinos defendiam sua renúncia. Apesar disso, Milei manteve publicamente o apoio ao ex-chefe de gabinete e chegou a acompanhá-lo no Congresso, onde Adorni foi questionado por suspeitas de enriquecimento ilícito. Em declaração ao programa La Nación +, Milei afirmou: “Estou tranquilo, Adorni é uma pessoa honesta”.
A renúncia se deu após aliados também manifestarem desconforto. Em maio, Patricia Bullrich, presidente do Senado do partido A Liberdade Avança e ex-ministra de Segurança, declarou que Adorni deveria esclarecer a origem de seu patrimônio “quanto antes”. Após a decisão, Karina Milei, secretária-geral da Presidência e irmã do presidente, expressou solidariedade ao ex-funcionário nas redes sociais.





