Da redação
O governo chinês criticou nesta quinta-feira (8) a apreensão de dois petroleiros pela Guarda Costeira dos Estados Unidos em águas internacionais. Segundo a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, “ao apreender arbitrariamente as embarcações de outros países em alto-mar, os EUA violaram seriamente o direito internacional”. Ela reforçou que a China se opõe a sanções unilaterais sem base legal ou autorização do Conselho de Segurança da ONU.
Os Estados Unidos afirmam que os navios-tanque Marinera (anteriormente Bella I) e M/T Sophia foram apreendidos por violação de sanções americanas, com base em mandado judicial emitido por tribunal federal. De acordo com a secretária nacional de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, as embarcações transportariam petróleo venezuelano para outros países. No caso do Marinera, a Guarda Costeira perseguiu o navio por semanas até capturá-lo na zona econômica exclusiva da Islândia; o navio teria trocado de bandeira para russa dias antes da apreensão.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reagiu ao episódio e exigiu que os EUA parem imediatamente com o que chamou de “ação ilegal” contra o Marinera, segundo a agência TASS. Em nota, o ministério confirmou que o petroleiro recebeu permissão temporária para navegar sob bandeira russa em 24 de maio e navegava em águas internacionais rumo a portos russos.
O segundo navio, M/T Sophia, foi interceptado no Mar do Caribe. Segundo o Comando Sul dos EUA, a embarcação operava em águas internacionais realizando “atividades ilícitas” e será escoltada para os Estados Unidos.
Durante a coletiva, Mao Ning reafirmou o apoio da China à Venezuela e declarou que Pequim está pronta para defender a autoridade do direito internacional e o multilateralismo junto à comunidade internacional. A porta-voz concluiu que a China rejeita o uso político dos direitos humanos para interferir nos assuntos internos de outros países.







