Da redação
Tran Thi Tham Ha, pesquisadora do Departamento de Biotecnologia, Fisiologia, Bioquímica e Tecnologia Pós-Colheita do Instituto de Ciência e Tecnologia Agroflorestal das Terras Altas Ocidentais, tirou seis meses de licença não remunerada para abrir um negócio próprio. Segundo Ha, a decisão ocorreu após enfrentar dificuldades financeiras e equilibrar os custos domésticos com o salário de pesquisadora.
De acordo com a pesquisadora, após receber uma bolsa para estudar na Austrália em 2015, adquiriu novas perspectivas sobre ciência em laboratórios com melhor infraestrutura e incentivo à inovação. No retorno ao Vietnã, Ha disse ter enfrentado obstáculos como falta de equipamentos, demora na obtenção de insumos e burocracia nos procedimentos administrativos, fatores que dificultam o avanço das pesquisas.
Segundo Ha, a preocupação maior não está apenas nas condições de pesquisa, mas na própria sobrevivência dos cientistas, sobretudo após o aumento dos custos domésticos provocado pela pandemia de Covid-19. Ela afirmou que a necessidade de renda extra para estabilidade familiar motivou a saída temporária do laboratório, decisão tomada após muitas “noites em claro”.
Ao retornar ao instituto, Ha viu que a pesquisa científica passou a ser parte de sua vida, mantendo seu negócio próprio fora do expediente para complementar a renda. De acordo com a pesquisadora, a formação científica exige anos de estudo e, se faltam condições mínimas para que pesquisadores se sustentem, isso representa desperdício dos recursos humanos qualificados formados pelo Estado.




