Da redação
O Tribunal do Júri de Planaltina condenou, na noite de ontem, cinco réus pela chacina que vitimou 10 pessoas de uma mesma família, ocorrida entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. As penas somadas alcançam 1.252 anos de prisão. O julgamento, que durou seis dias, foi marcado por clima de tensão, relatos impactantes e emoção de familiares das vítimas. A sentença foi lida pelo juiz Taciano Vogado.
Em um dos momentos mais marcantes, o presidente do júri falou diretamente aos familiares: “A aplicação da lei tem limites. Ela não alcança a dimensão íntima da perda, que pertence a cada família. Aos senhores e senhoras, dirijo meu profundo respeito”, disse.
O juiz destacou o rigor na individualização das penas, fruto da soma das condenações pelos diversos crimes praticados. “Em mais de 30 anos de tribunal, raramente me deparei com um caso de tamanha gravidade, que trouxe tanta desgraça não apenas às vítimas, mas também às famílias envolvidas e aos próprios réus”, afirmou Taciano Vogado, ressaltando ainda a soberania das decisões do júri.
Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), o resultado do julgamento representa uma resposta proporcional à gravidade do crime. “É um sentimento de dever cumprido. Estamos todos exaustos, mas realizados com a certeza de que a Justiça se fez nessa semana em Planaltina”, declarou o promotor Daniel Bernoulli, destacando a robustez das provas, além da confissão de três réus.
Agora, as partes terão prazo para recorrer. O promotor Nathan da Silva Neto afirmou que o desfecho é resultado de uma força-tarefa formada desde o início das investigações. “O Ministério Público se empenhou desde o início, atuando em conjunto com a polícia para dar uma resposta digna à sociedade. Esse resultado é fruto do esforço de muitas mãos”, concluiu.






