Da redação
Ciro Gomes, ex-ministro e ex-governador, participou neste sábado (25) de um evento do PSDB em São Paulo, onde afirmou que decidirá em maio se aceita o convite do presidente da sigla, Aécio Neves, para disputar novamente a Presidência. Ele avaliou que, se tivesse juízo, recusaria a proposta.
O ex-presidenciável declarou que se sentiu “profundamente humilhado” na eleição de 2022, considerando ter sido impedido de participar plenamente da disputa. Segundo Ciro, o ambiente político está marcado por uma “quadra política fascista de lado a lado”. Ele ressaltou a dificuldade de retornar ao cenário eleitoral nacional.
Na eleição de 2022, concorrendo pelo PDT, Ciro ficou em quarto lugar, com 3% dos votos válidos, após pressão de petistas para desistir da candidatura. No segundo turno, declarou apoio ao presidente Lula, mas não participou das atividades de campanha. Ele vinha articulando uma candidatura ao Governo do Ceará neste ano.
Ciro justifica que retornou ao Ceará após a última disputa presidencial e encontrou o estado em situação difícil, referindo-se à “entrega absoluta ao crime organizado”. Diante do convite de Aécio, afirmou que é “obrigado, por respeito ao PSDB, a pensar no assunto”. Sua candidatura ao governo estadual vinha sendo construída em aliança com o PL, partido de Jair Bolsonaro.
Em São Paulo, o evento do PSDB ocorreu no salão do clube Juventus, na zona leste, e foi destinado aos pré-candidatos ao Legislativo. O presidente estadual do partido, Paulo Serra, estimou que a legenda lançará 195 candidatos à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa paulista. No encontro, Ciro criticou o governo federal pelo alto endividamento das famílias e pela autorização do uso do FGTS para quitar dívidas.
Pesquisa Datafolha de março apontou Ciro Gomes com 47% das intenções de voto para o Governo do Ceará, à frente de Elmano de Freitas (PT), que marcou 32%. Ciro já governou o estado entre 1991 e 1994.





