Da redação
Pesquisadores da Anthropic afirmam que seu modelo de inteligência artificial, Claude, identificou um novo sistema biológico chamado ART, sigla para Array-associated Reverse Transcriptases, formado por componentes genéticos que podem atuar em conjunto. O grupo testou a hipótese em laboratório, mas ainda não há confirmação científica independente.
De acordo com a empresa, Claude analisou grandes bancos de dados de DNA, identificou padrões incomuns de elementos genéticos e sugeriu experimentos, que foram conduzidos pela equipe humana. A Anthropic informou que o sistema ART consiste em arranjos genéticos que codificam transcriptases reversas e produzem diferentes RNAs curtos, apontando uma estrutura nunca descrita anteriormente.
Segundo especialistas citados pela empresa, a função biológica do ART permanece indefinida e o potencial impacto do sistema é incerto. Possíveis aplicações incluem defesa contra vírus ou manipulação genética, mas essas hipóteses ainda não foram validadas. O CEO da Anthropic, Dario Amodei, afirmou que “a função precisa do sistema, sua utilidade biotecnológica e sua importância científica ainda não estão claras”.
O anúncio do sistema coincidiu com a apresentação do laboratório de biologia da Anthropic, criado para empregar inteligência artificial na análise genética e execução de experimentos. Até o momento, o principal resultado é a identificação do ART e a observação de moléculas de RNA associadas. Novos estudos e validações por outros grupos científicos serão necessários para elucidar a função e relevância do mecanismo.



