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Cofen e Coren-DF exigem justiça para enfermeira atacada

Da redação do Conectado ao Poder

O Cofen e Coren-DF estão exigindo ações rigorosas da Justiça após um grave incidente em Brasília, onde uma enfermeira foi baleada durante seu expediente. O ataque, perpetrado por um delegado, levantou preocupações sobre a segurança dos profissionais de saúde na região. Neste artigo, vamos explorar os detalhes do caso e a resposta das instituições de enfermagem.

O ataque à enfermeira: o que aconteceu?

No dia 16 de janeiro de 2025, um incidente chocante ocorreu no Hospital Brasília, onde a enfermeira Priscilla Pessôa Rodrigues foi alvo de disparos enquanto exercia suas funções.

O atirador, identificado como Mikhail Rocha, um delegado da Polícia Civil, entrou no hospital em estado de agitação, acompanhado de seu filho e um cachorro. Ele estava ensanguentado e exigia atendimento para a criança.

A enfermeira, tentando acalmar a situação, foi baleada no ombro e no pescoço. Graças à rápida intervenção dos colegas, Priscilla foi socorrida no próprio hospital e, felizmente, sobreviveu ao ataque. Contudo, a violência que ela sofreu é um reflexo de um problema mais amplo enfrentado pelos profissionais de saúde no Distrito Federal.

Antes de atacar Priscilla, Mikhail Rocha já havia disparado contra sua esposa e uma empregada doméstica, o que evidencia a gravidade da situação e a necessidade urgente de medidas de segurança nas unidades de saúde.

Reação do Cofen e Coren-DF

Após o ataque à enfermeira Priscilla Pessôa, tanto o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) quanto o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) manifestaram sua indignação e cobraram uma resposta rigorosa da Justiça.

Em nota oficial, as instituições expressaram solidariedade à enfermeira e destacaram a necessidade de uma investigação minuciosa para garantir que o responsável pelo crime seja punido de acordo com a gravidade de seus atos.

O Cofen e o Coren-DF enfatizaram que a manutenção da prisão de Mikhail Rocha é fundamental, não apenas para proteger as vítimas, mas também para preservar a ordem pública.

As entidades de enfermagem pedem que as autoridades tratem com seriedade os casos de violência contra profissionais da saúde, que têm se tornado cada vez mais frequentes.

Além disso, o Cofen e o Coren-DF ressaltaram a importância de desenvolver um plano de segurança para as unidades de saúde, que inclua medidas educativas e preventivas para mitigar a violência.

A declaração reafirma o compromisso das instituições em lutar pela segurança e dignidade dos profissionais de enfermagem, que desempenham um papel vital na sociedade.

A violência contra profissionais de saúde

A violência contra profissionais de saúde é um problema alarmante e crescente no Brasil, e o caso da enfermeira Priscilla Pessôa é apenas mais um triste exemplo dessa realidade.

De acordo com um levantamento realizado pelo Coren-DF em 2023, 77% dos enfermeiros relataram ter sofrido humilhações, enquanto 70% afirmaram ter sido xingados durante o exercício de suas funções. Além disso, 58% dos profissionais disseram ter enfrentado ameaças, e 10% admitiram ter sido empurrados.

Esses dados revelam um cenário preocupante, onde a violência não é apenas física, mas também psicológica, afetando a saúde mental e emocional dos trabalhadores da saúde. A insegurança no ambiente de trabalho pode levar a um aumento do estresse e da ansiedade, impactando não apenas a qualidade do atendimento prestado, mas também a saúde dos próprios profissionais.

É evidente que medidas urgentes precisam ser implementadas para garantir a segurança dos trabalhadores da saúde. A criação de um plano de segurança que inclua treinamentos, protocolos de proteção e apoio psicológico é essencial para mitigar os riscos e promover um ambiente de trabalho mais seguro.

A sociedade deve se unir em torno da defesa dos profissionais de saúde, reconhecendo seu valor e a importância de protegê-los em suas atividades diárias.