Da redação
A Organização Mundial da Saúde e parceiros enviaram 70 mil doses da vacina Ervebo para a República Democrática do Congo, que enfrenta um surto de ebola com velocidade de propagação três vezes maior que o observado entre 2014 e 2016 na África Ocidental. O objetivo declarado é conter o avanço do vírus no leste do país.
Segundo a agência, das doses liberadas, 50 mil serão destinadas a profissionais de saúde e trabalhadores essenciais que atuam na linha de frente, em resposta a um pedido urgente do governo congolês. As outras 20 mil doses serão utilizadas em um ensaio clínico de Fase 3 para avaliar a eficácia do imunizante.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, esta é a 17ª epidemia da doença no Congo, com 5.208 casos e 2.476 mortes registradas até o momento. Apesar do “raio de esperança” representado pela vacinação, a resposta ao surto enfrenta obstáculos, como a maioria dos novos casos ocorrer fora do monitoramento de contatos, o que dificulta o rastreamento.
A Ervebo é eficaz contra a cepa tradicional do vírus ebola, mas não foi desenvolvida especificamente para o vírus bundibugyo, responsável pelo surto atual. Não havia antes vacinas nem tratamentos aprovados para essa variante, porém dados preliminares de laboratório e de testes em animais sugerem proteção cruzada relevante.





