Da redação
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), calcula ter cerca de 48 votos para ser reconduzido ao cargo e aposta em até cinco apoios do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele conta também com o apoio do Palácio do Planalto, do PSD e de setores do União Brasil, do PP e do Republicanos.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho, deve lançar candidatura à Presidência da Casa. Aliados estimam ao menos 39 votos oposicionistas: 28 do PL e dois do PP, atribuídos ao senador eleito Guilherme Derrite (SP) e à senadora Tereza Cristina (MS), que também quer disputar o cargo.
Entre os nomes do Republicanos estão Damares Alves (DF), Alan Rick (AC), Evair de Mello (ES), Hamilton Mourão (RS) e Mara Rocha (AC). O Novo soma Deltan Dallagnol (PR), Lahesio Bonfim e Marcel Van Hattem (RS). Alessandro Vieira (MDB-SE) declarou na tribuna que não votará em Alcolumbre.
Eduardo Gomes (PL-TO) é dúvida, e uma possível mudança para o PSD não foi confirmada por ele nem pela sigla. Mauro Mendes (União) também é apontado como possível apoio à oposição, embora o partido tenha fechado questão por Alcolumbre. O impasse entre Marinho e Tereza persistia após uma tentativa de acordo sem consenso; os dois devem voltar a conversar.
Uma proposta prevê que, se Marinho disputar a Presidência, apoiará Tereza para comandar a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Se ela concorrer ao comando do Senado, Marinho receberá o apoio dela para presidir o colegiado. O arranjo tem precedente: em 2021, Rodrigo Pacheco venceu a eleição para a Presidência, e Alcolumbre foi escolhido para comandar a CCJ.




