Da redação
A Comissão Eleitoral Central da Armênia confirmou neste domingo, 14, a vitória do partido Contrato Civil, liderado pelo primeiro-ministro Nikol Pashinyan, na eleição geral realizada no último domingo. O pleito foi considerado decisivo para o futuro geopolítico do país e a influência da Rússia na região do Cáucaso Sul.
Pashinyan já havia se declarado vencedor na segunda-feira, 8, antes da divulgação oficial dos resultados finais. O atual governo defende um estreitamento das relações com a União Europeia e os Estados Unidos, movimento que gera críticas de setores ligados à Rússia, tradicional parceira armênia.
Os números oficiais mostraram que o partido governista conquistou 49,7% dos votos, suficiente para formar o novo governo. O principal partido de oposição, Armênia Forte, de perfil pró-Rússia, contestou a apuração, solicitando à comissão eleitoral a anulação dos resultados, apontando supostas “violações generalizadas” no processo de votação.
Na data em que a Comissão Eleitoral Central se reuniu para concluir a contagem, membros do Armênia Forte e de outras siglas de oposição organizaram um protesto em frente à sede do órgão. Durante o intervalo entre o anúncio dos resultados preliminares e finais, partidos tiveram a oportunidade de registrar reclamações formais sobre possíveis irregularidades.
Samvel Karapetyan, líder do Armênia Forte e bilionário com negócios na Rússia, permanece em prisão domiciliar. Ele responde a acusações de defender a derrubada do governo, acusação que nega e classifica como “politicamente motivada”. Até o momento, não houve decisão judicial final sobre o caso.
As eleições ocorreram em um contexto de mudança no alinhamento internacional da Armênia, historicamente próxima da Rússia, mas atualmente buscando diversificar suas parcerias. A disputa eleitoral evidenciou as tensões internas provocadas por esse reposicionamento geopolítico e a polarização entre governo e oposição.





