Da redação
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas agendou um debate urgente para 3 de julho, com objetivo de discutir o agravamento da crise humanitária no estado do Cordofão do Norte, Sudão. A medida ocorre após solicitação de Alemanha, Irlanda, Países Baixos, Noruega e Reino Unido, que alertaram para o risco enfrentado por cerca de 500 mil civis na região.
Segundo os países-membros, há relatos de graves carências de água e combustível, agravadas pelo aumento do número de mortes de civis. O grupo destacou a situação crítica de centenas de milhares de pessoas retidas em El Obeid, capital do Cordofão do Norte, privadas de serviços essenciais. O subsecretário-geral da ONU para assuntos humanitários, Tom Fletcher, afirmou que “El Obeid constitui um centro vital para a assistência humanitária na região” e defendeu proteção e evacuação segura dos civis no local.
De acordo com a ONU, o governo sudanês decidiu prolongar até 30 de setembro a abertura de um corredor humanitário com o Chade, considerado essencial para o envio de ajuda às áreas afetadas em Darfur e Cordofão. Organizações humanitárias intensificaram o envio de equipes de resposta rápida, reforço da vigilância, cloração da água e distribuição de suprimentos contra a cólera, com apoio da Organização Mundial da Saúde.
Com a aproximação da estação das chuvas, autoridades consideram o acesso à água potável fundamental para conter surtos de cólera e outras doenças transmitidas pela água. No entanto, segundo Fletcher, ataques com drones têm interrompido o fornecimento de água e eletricidade. Ele ressaltou ainda que as partes em conflito devem respeitar as obrigações de proteger civis e garantir acesso rápido e irrestrito à ajuda humanitária, conforme determina o direito internacional humanitário.




