Da redação
O ministro Dario Durigan (Fazenda) afirmou que pretende pactuar com empresários a “não discussão de mérito mantendo a carga tributária para 2027” em relação ao Imposto Seletivo. A declaração gerou dúvidas entre executivos dos setores afetados sobre os efeitos práticos da medida.
Segundo representantes empresariais, a principal dúvida é se a manutenção da carga tributária se dará pela permanência das atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) ou se serão estabelecidos novos percentuais específicos para diferentes segmentos. Executivos questionam como será calculado o impacto para suas áreas.
De acordo com informações apuradas, o governo pretende garantir a mesma arrecadação, mas poderá ajustar as alíquotas de acordo com o setor. Isso pode resultar em aumento de imposto para alguns segmentos e redução para outros, dependendo da composição tributária final.
Um executivo ouvido afirmou que “dispor que determinado tributo terá a mesma carga tributária efetiva de outro não é o mesmo que dizer que será estabelecida a mesma alíquota, na medida em que a comparação considerará outros elementos que influenciam o custo tributário final da operação”, destacando a complexidade do tema para as empresas.




