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Conselho de Segurança da ONU discute futuro de 2 milhões de pessoas em Gaza

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Da redação

O Conselho de Segurança da ONU realizou nesta quinta-feira uma sessão dedicada à situação na Faixa de Gaza. Nickolay Mladenov, alto representante para Gaza do Conselho de Paz, apresentou informe alertando para o destino incerto de mais de 2 milhões de pessoas, ressaltando o desespero vivido na região e defendendo avanços urgentes no processo diplomático.

Durante a reunião, foi solicitado que o Hamas aceite sem demora o roteiro de paz e que Israel cumpra rigorosamente suas obrigações referentes ao cessar-fogo. Mladenov destacou que a diplomacia não deve servir como pretexto para atrasos e afirmou não haver terceira opção para o fim do conflito, destacando a Resolução 2803 como via viável de transição.

O diplomata classificou o novo plano para Gaza, com 20 pontos, como “credível, justo e equilibrado”, e enfatizou que desarmamento e transição são exigências legais e caminhos para reconstrução, retirada das forças israelenses e estabelecimento de um horizonte político palestino. Ele explicou que a Força Internacional de Estabilização (ISF) atuará temporariamente no apoio à reconstrução.

Segundo Mladenov, a ISF funcionará como um “amortecedor estratégico” entre forças israelenses e áreas palestinas em Gaza, protegendo operações humanitárias e favorecendo o desarmamento até o retorno de uma Autoridade Palestina reformada. O vice-coordenador especial da ONU, Ramiz Alakbarov, afirmou que as alternativas são “um novo começo ou o abismo definitivo”, diante do risco de retorno aos combates em larga escala.

Alakbarov alertou para discursos de bastidores sugerindo a retomada dos confrontos. Ele ressaltou que, apesar dos esforços diplomáticos, a realidade em Gaza segue marcada pela incerteza e pelo medo, com o cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025 apresentando fragilidade diante dos dados de vítimas e feridos confirmados por agências da ONU.

Segundo informações oficiais, desde outubro passado, 856 palestinos foram mortos após o anúncio do cessar-fogo, enquanto a Organização Mundial da Saúde estima 43 mil feridos com impactos permanentes, de um total de 172 mil. A maioria da população enfrenta deslocamento em massa, vivendo em tendas superlotadas e sem acesso a serviços básicos, sob controle militar israelense que passou de 52% para 60% de Gaza.