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Conselho de Segurança realiza sessão de emergência sobre situação no Líbano

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Da redação

O Conselho de Segurança da ONU realizou, nesta quarta-feira (3), uma sessão de emergência para discutir a escalada do conflito no Líbano, após confrontos entre tropas de Israel e o Hezbollah. O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, informou que, desde 2 de março, o Hezbollah tem lançado ataques diários com foguetes, mísseis e drones contra alvos de Israel e das Colinas de Golã ocupadas, o que constitui violação da resolução 1701 do Conselho. Segundo Lacroix, as Forças de Defesa de Israel emitiram ordens de evacuação para toda a área de operações da Força Interina da ONU no Líbano (Unifil), intensificando ataques diários.

A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos, Rosemary DiCarlo, declarou que o Hezbollah deve encerrar os ataques e cooperar com o governo libanês para garantir o controle estatal e o monopólio das armas. DiCarlo também pediu que Israel interrompa sua campanha militar no Líbano e retire suas forças do território libanês, ressaltando a necessidade de respeito à soberania de ambos os países. “Uma escalada ainda maior não beneficia ninguém”, afirmou.

O subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, anunciou um apelo emergencial de US$ 15 milhões para ampliar a assistência humanitária no Líbano. Segundo ele, o deslocamento em massa já supera 750 mil pessoas e mais de 120 mil, incluindo milhares de crianças, estão abrigadas em 580 centros coletivos. Fletcher alertou para as dificuldades de acesso humanitário devido a zonas de conflito, bloqueios em estradas e rotas interrompidas.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro após ataques de Israel e Estados Unidos ao Irã e reações iranianas, agravou ainda mais a crise na região. A ONU destacou o aumento do preço dos combustíveis, o risco de fome e sofrimento, e as restrições no espaço aéreo de vários países, afetando voos civis, comerciais e operações humanitárias em toda a região.

O Líbano já vinha sofrendo há duas décadas com confrontos entre Hezbollah e Israel. Segundo agências de notícias, um dia após os ataques ao Irã, o Hezbollah disparou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo iraniano, levando Israel a atacar várias áreas libanesas, incluindo Beirute e o Vale do Becá.