Da redação
A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira (AC), desabou na noite de sexta-feira, 5 de abril, após ter sido interditada. Quatro pessoas ficaram feridas no incidente. Segundo a construtora responsável pela obra, o colapso foi causado por erosão e fenômeno de “terras caídas” nas margens do rio Iaco.
A Construtora Cidade afirmou que seguiu todas as normas técnicas durante a construção e não registrou anomalias que indicassem risco. Uma semana antes do desabamento, equipes técnicas identificaram rachaduras, deslocamento de solo e desníveis no entorno da ponte, levando à recomendação da interdição total da estrutura na quinta-feira, véspera do colapso.
De acordo com levantamentos de campo, foram detectadas “movimentações significativas” de solo em uma área de cerca de 16 mil metros quadrados, abrangendo a ponte e áreas vizinhas. A empresa declarou que esses sinais são compatíveis com o fenômeno de “terras caídas”, associado a processos erosivos e à variação do nível do rio.
A Construtora Cidade ressaltou que a correnteza corrói a base do terreno, o que pode provocar o desabamento de blocos de terra e, consequentemente, de obras viárias. A empresa manifestou solidariedade às vítimas e se comprometeu a colaborar com autoridades para apuração dos fatos.
Em decisão emitida no sábado, 6 de abril, o Judiciário do Acre determinou que a construtora adote medidas emergenciais no local, apresente laudo técnico e estabeleça assistência às famílias afetadas. O governo estadual requer responsabilização da empresa durante o período de garantia, além de possível ressarcimento pelos danos.
A ponte, inaugurada em dezembro de 2023 por R$ 36 milhões, ligava os distritos de Sena Madureira. Entre os feridos, Edinaldo Muniz dos Santos, 54, permanece em estado gravíssimo. Ele fazia uma transmissão ao vivo sobre a interdição quando ocorreu o desabamento, segundo depoimento de um dos sobreviventes.





