Da redação
A disputa eleitoral na Bahia ganhou novos contornos após a crise envolvendo o Banco Master. Durante o cortejo do 2 de Julho, militantes se posicionaram no centro antigo de Salvador para provocar adversários e exibir cartazes contra o senador Jaques Wagner (PT). Jingles nos paredões de som foram direcionados ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), enquanto ACM Neto (União Brasil) foi alvo de vaias de petistas. O episódio acirrou a polarização entre Rodrigues e ACM Neto, que se enfrentaram na eleição anterior.
A suspeita sobre Wagner surgiu após uma operação da Polícia Federal que apura supostos pagamentos do banqueiro Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Wagner afirma não ter cometido irregularidades. Após a operação, a base do governo baiano buscou reforçar o discurso de unidade em torno do senador. O governador Jerônimo Rodrigues declarou: “O grupo sempre foi unido e a gente vai superar. Wagner se afastou, se reuniu com Lula para fazer a sua defesa e fazer a nossa campanha”.
O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que “o que é assunto referente à Justiça, cabe à Justiça dar o direito ao contraditório, ampla defesa e julgar conforme a lei”. Enquanto a oposição concentra críticas na administração de Rodrigues, informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) indicam que uma empresa de ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora Reag. ACM Neto afirmou que os valores se referem a serviços lícitos e declarados de consultoria.
A peça publicitária “Três Irmãos”, que destaca a aliança entre Rodrigues, Wagner e o ex-ministro Rui Costa, teve a veiculação antecipada para demonstrar coesão interna. Rui Costa passou a liderar críticas a ACM Neto nas redes sociais. O PT, no estado, vê o desempenho nas urnas como essencial para o presidente Lula, que venceu no local com vantagem de quatro milhões de votos na eleição anterior.




