Da redação
Lideranças políticas e jurídicas avaliam que o Supremo Tribunal Federal enfrenta uma crise sem precedentes, marcada pelo que classificam como “vazio de lideranças” na Corte e pelo aumento de negócios de ministros fora do tribunal. Segundo relatos, agentes jurídicos passaram a atuar como agentes políticos, contribuindo para o agravamento do cenário.
As fontes ouvidas afirmam que o enriquecimento indireto de ministros e a confusão entre o público e o privado não são fatos recentes, mas que, anteriormente, havia maior preocupação em “manter as aparências”. Nos relatos, essa conduta teria mudado nos últimos anos, tornando as práticas mais explícitas.
De acordo com os entrevistados, atualmente circula com naturalidade em Brasília quais escritórios de advocacia devem ser procurados para se tentar obter decisões favoráveis de determinados ministros. Esse conhecimento disseminado seria sintoma da tolerância crescente diante desse tipo de situação na Corte.
O questionamento a respeito das causas da crise surgiu após a publicação de análises que classificaram o momento do Supremo Tribunal Federal como inédito em sua história recente. Os entrevistados atribuem esse cenário à soma do enfraquecimento das lideranças internas e à transformação do papel de membros do Judiciário em atores políticos.





