Da redação
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Prefeitura do Rio de Janeiro firmaram acordo de cooperação para que o município atue nos serviços de conservação, iluminação, ordem pública e segurança no Parque Nacional da Tijuca, onde fica o Cristo Redentor. O contrato terá duração de cinco anos e não altera a gestão administrativa, que permanece sob responsabilidade do ICMBio.
Segundo o acordo, a prefeitura vai disponibilizar duplas de guardas municipais para patrulhamento diário em áreas de grande visitação, como Vista Chinesa, Pedra Bonita, Alto Corcovado e Mirante Dona Marta, atuando também para coibir estacionamento irregular. Além disso, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima será responsável por monitorar a cobertura vegetal e as ações humanas, enquanto a Fundação Instituto de Geotécnica do Rio de Janeiro (Geo-Rio) deverá avaliar áreas críticas das encostas.
O acordo também determina a criação de protocolos de risco para o funcionamento do parque em situações climáticas extremas, como altas temperaturas ou temporais que impactem a circulação de visitantes. De acordo com o ICMBio, está previsto um plano de obras para modernizar as escadas rolantes de acesso ao Cristo Redentor. Com a reforma, haverá redução temporária na capacidade de visitantes; as atuais escadas foram inauguradas em 2003 e não passaram por atualização desde então.
Em 2025, a acessibilidade do local foi criticada e investigada após a morte do turista Jorge Alex Duarte, 54, ao passar mal subindo a escadaria. Depois do caso, o ICMBio anunciou melhorias, como novos banheiros, inclusive acessíveis, pontos de água e um novo hall de elevadores. No mesmo ano, a Justiça Federal confirmou domínio da União sobre o Alto Corcovado, rejeitando argumentos da Mitra Arquiepiscopal, entidade ligada à Igreja Católica. Em 2025, segundo o ICMBio, o parque teve 4,9 milhões de visitantes, sendo 2,8 milhões somente no Alto Corcovado.



