Da redação
Auditores Fiscais Federais Agropecuários utilizam tecnologias de alta precisão nos laboratórios do Ministério da Agricultura e Pecuária para combater fraudes em mel, com destaque para a análise isotópica do carbono C4. O método permite identificar adulterações não detectáveis em exames convencionais, visando proteger consumidores e garantir a autenticidade do produto.
Nos laboratórios oficiais, a espectrometria de massa rastreia açúcares provenientes de matérias-primas como cana-de-açúcar e milho, revelando adições externas ao mel. O sistema identifica ainda práticas avançadas de fraude, como a alimentação das abelhas com xaropes açucarados, que modificam a composição natural do alimento sem sinais visíveis em testes tradicionais.
Segundo Janus Pablo Macedo, presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários, o avanço tecnológico é essencial para acompanhar a evolução das fraudes alimentares. Ele afirma que a combinação entre ciência, infraestrutura laboratorial e fiscalização especializada fortalece a confiança no produto nacional e valoriza produtores que seguem padrões de qualidade.
Dados do Anuário 2025 do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal indicam que 26,15% das amostras oficiais analisadas apresentaram inconformidades com os padrões exigidos. Especialistas orientam consumidores a priorizar mel com selo de inspeção oficial, ressaltando que os riscos de adulteração são maiores em produtos fora dos sistemas de controle.



