Início Distrito Federal Cúpula do PCC comanda atuação em 14 setores da economia, aponta investigação

Cúpula do PCC comanda atuação em 14 setores da economia, aponta investigação


Da redação

O Ministério Público de São Paulo apresentou em 2013, após vinte anos de atuação do Primeiro Comando da Capital (PCC), o resultado de sua maior investigação contra a facção. A denúncia, protocolada pelo promotor Lincoln Gakiya, trouxe 175 acusados de formação de quadrilha e baseou-se em centenas de horas de escutas telefônicas e milhares de documentos.

Naquele ano, a organização criminosa possuía cerca de 7,6 mil membros, movimentava aproximadamente R$ 120 milhões anuais e, após ingressar no tráfico internacional de drogas em 2007, já estava presente em 22 estados e três países. A investigação evidenciou o início da internacionalização da facção e de sua articulação com outras organizações criminosas.

Atualmente, o PCC, segundo dados do Ministério Público, expandiu sua atuação, alcançando todas as Unidades da Federação e 28 países, com uma estrutura de 40 mil integrantes e receita anual de R$ 10 bilhões. O comando permanece sob Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, que está preso desde 1999 e cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília.

A cúpula do grupo conta ainda com nomes como Julio César Guedes de Morais, Cláudio Barbará da Silva e Reinaldo Teixeira dos Santos, além de outros apontados por investigações. A defesa dos principais acusados nega envolvimento e crimes atribuídos. O Gaeco detalha, ainda, a existência de divisões como a Sintonia Final Geral, responsável pela gestão interna da facção.

Neste 12 de maio, completam-se 20 anos dos ataques perpetrados pelo PCC contra forças de segurança de São Paulo, que resultaram, conforme o Ministério Público paulista, em 564 mortes, incluindo 59 agentes de segurança e 505 civis, quatro desaparecidos e 110 feridos por armas de fogo, prolongando-se até 21 de maio de 2006.

Levantamentos do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo identificaram 12 subdivisões do PCC, com atuação em 14 setores econômicos. As movimentações financeiras investigadas em operações como Carbono Oculto, Colossus, Tai Pan e Alcaçaria, ultrapassaram valores bilionários, envolvendo evasão, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.