Da redação
O número 188 conecta pessoas em busca de apoio emocional a voluntários do Centro de Valorização da Vida (CVV). O serviço é destaque na campanha de prevenção ao suicídio durante o Setembro Amarelo, que traz o tema “Escutar é estar presente”. Segundo o CVV, o foco está em oferecer escuta ativa a quem enfrenta angústias, tristezas persistentes ou medos difíceis de compartilhar.
No Distrito Federal, entre junho de 2025 e julho de 2026, o CVV recebeu 48.550 ligações, média de 133 chamadas diárias. O Distrito Federal ocupa a terceira posição nacional em ligações por 100 mil habitantes, conforme dados do centro. Durante o período, foram 1.609 chamadas por 100 mil habitantes, atrás da Paraíba e de Rondônia.
De acordo com Leila Herédia, voluntária do CVV há 16 anos, não se deve associar o serviço exclusivamente a situações de ideação suicida. “Muitas pessoas procuram o serviço sem saber exatamente o que estão sentindo”, afirma. Segundo Adriana Gouveia, voluntária há oito anos, o protocolo orienta escuta sem julgamentos ou conselhos, preservando a confidencialidade. “Sabemos apenas o que a pessoa quer compartilhar”, destaca.
Cerca de 3.200 voluntários se revezam no atendimento no país, passando por seleção e treinamento voltados para acolhimento e ausência de julgamento. É necessário ter mais de 18 anos, dedicação semanal de quatro horas e perfil capaz de ouvir e acolher. Os voluntários contam com apoio mútuo para lidar com as histórias difíceis compartilhadas nas ligações.




