Início Goiás Daniel Vilela busca apoio em Brasília contra perdas nos royalties do petróleo

Daniel Vilela busca apoio em Brasília contra perdas nos royalties do petróleo

Da redação do Conectado ao Poder

Governador de Goiás se reúne com ministros do STF para discutir distribuição dos royalties e evitar perdas ao Estado

O governador de Goiás, Daniel Vilela, cumpre agenda em Brasília nesta terça-feira, 28, para reunir-se com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em defesa dos interesses do estado na divisão dos royalties do petróleo. Ao lado do procurador-geral Rafael Arruda, cobra alternativas para evitar perdas estimadas em R$ 6,09 bilhões entre 2013 e 2025.

Desde uma decisão liminar da ministra Cármen Lúcia em 2013, a distribuição dos royalties permanece beneficiando majoritariamente estados produtores, como Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, que concentram, juntos, 95% dos recursos, segundo dados oficiais. A medida suspendeu os efeitos da lei que buscava alterar a partilha desse montante entre os entes federativos.

Goiás e outros 18 estados não produtores passaram a contestar o modelo vigente, alegando prejuízos bilionários para seus cofres. De acordo com a Secretaria da Economia, a perda só para Goiás deve atingir R$ 913 milhões em 2026. O caso se tornou pauta prioritária para gestores regionais, que defendem a repartição mais igualitária das receitas oriundas dos recursos naturais.

Rafael Arruda destacou os impactos dessa concentração. “Por isso, o julgamento representa momento decisivo para o pacto federativo brasileiro, já que pode redefinir a distribuição de receitas oriundas de um bem da União, ou seja, de uma riqueza que é nacional e que pertence a todos os brasileiros, com impacto direto na redução das desigualdades regionais”, afirmou.

A proposta apresentada por Goiás, junto aos demais estados não produtores e à Confederação Nacional de Municípios, sugere que a nova divisão dos royalties comece a valer em maio de 2026, com transição de sete anos para adaptação dos estados produtores, renúncia de retroativos e exclusão da chamada margem equatorial, devido à incerteza regulatória e ambiental.

O passivo acumulado dos entes não produtores entre 2013 e 2025 chega a R$ 189,7 bilhões, segundo o Codesul. Apenas em 2025, royalties e participações especiais somaram R$ 92,423 bilhões em arrecadação nacional, com o Rio de Janeiro respondendo por grande parte desse valor. Conforme Arruda, a decisão do STF poderá mudar esse cenário.