Da redação do Conectado ao Poder
Goiás adere ao regime emergencial federal e banca R$ 0,60 por litro do diesel para segurar o preço nas bombas
Daniel Vilela confirmou, na sexta-feira, 17, a adesão de Goiás ao Regime Emergencial de Abastecimento Interno de Combustíveis para viabilizar subsídio ao diesel em Goiás e tentar conter o preço nas bombas, com apoio direto ao custo do produto. Pelo acordo, a subvenção total prevista é de R$ 1,20 por litro, dividida igualmente entre a União e os estados, com R$ 0,60 por litro a cargo do governo goiano.
A oficialização ocorreu com a assinatura do termo que integra o estado ao regime emergencial do governo federal. A medida foi apresentada como resposta ao cenário de alta no mercado de combustíveis e ao impacto do diesel sobre cadeias dependentes do transporte rodoviário, como a logística e a produção agropecuária.
Ao comentar a decisão, Vilela afirmou que o objetivo é evitar repasses ao consumidor e manter a regularidade do abastecimento. “Vamos ajudar a segurar o preço nas bombas, garantir o abastecimento e proteger tanto o equilíbrio fiscal quanto o bolso da população. Somos um dos estados que mais consomem diesel no Brasil e não poderíamos permitir que a nossa economia fosse penalizada pela crise internacional do petróleo e pela instabilidade no cenário global”, disse.
De acordo com as regras do acordo, a participação financeira do Estado será operacionalizada por meio da retenção de recursos no Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal (FPE), conforme previsto no decreto federal que regulamenta a medida provisória do programa.
A adesão ao regime já havia sido indicada por Vilela no dia da posse, em 31 de março, quando mencionou a intenção de reduzir o efeito de reajustes no diesel sobre o custo de vida. “Vamos dar a nossa contribuição para que a população não seja ainda mais prejudicada com novos aumentos. Qualquer reajuste no diesel, combustível essencial para o transporte rodoviário, tem reflexo direto para os consumidores”, afirmou na ocasião.
A decisão, segundo o governo estadual, foi tomada após articulação com integrantes da equipe econômica do governo federal. Um estudo da Secretaria da Economia de Goiás estima que o Estado poderá destinar até R$ 107,2 milhões para a subvenção do diesel até 31 de maio de 2026, dentro do período de vigência previsto.
O governo de Goiás informou que a medida considera a instabilidade no mercado internacional de petróleo, associada à guerra no Oriente Médio e ao fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial. A avaliação do Executivo é de que o subsídio ao diesel em Goiás pode amenizar efeitos inflacionários, com impacto mais sensível em transporte e agropecuária, além de contribuir para a regularidade do abastecimento.
“A adesão busca reduzir os efeitos inflacionários sobre a economia e preservar o equilíbrio fiscal do Estado, observando o caráter excepcional e temporário da medida”, declarou Vilela.






