Início Goiás Daniel Vilela propõe industrialização da cadeia de terras raras em Goiás

Daniel Vilela propõe industrialização da cadeia de terras raras em Goiás

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Da redação

O governador de Goiás, Daniel Vilela, reuniu-se na quarta-feira (20/05) com representantes do grupo Serra Verde, mineradora que atua em Minaçu, norte do estado. O encontro ocorreu após o anúncio de fusão entre Serra Verde e a empresa americana USA Rare Earth, Inc., visando ampliar etapas industriais em Goiás.

Na audiência, Daniel Vilela destacou a disposição do governo estadual em criar condições favoráveis, inclusive tecnológicas, para a realização de etapas industriais de terras raras em Goiás. O objetivo é impulsionar o desenvolvimento econômico regional, com geração de empregos e renda, tornando o estado uma referência na produção desses minerais críticos.

As terras raras, um conjunto de 17 elementos químicos com propriedades magnéticas e condutoras específicas, são essenciais na fabricação de tecnologias como motores de carros elétricos e turbinas eólicas. Goiás detém cerca de 25% das reservas mundiais desses minerais e abriga, atualmente, a única produtora em larga escala de terras raras pesadas críticas fora da Ásia, a mina Serra Verde.

Durante a reunião, o governador enfatizou que a administração estadual trabalha para viabilizar que todas as etapas da produção ocorram no estado. Segundo Vilela, “estamos empenhados em criar a melhor ambiência possível para que Goiás continue à frente na produção desses minerais” e reforçou o compromisso em apoiar a mineração sustentável e o desenvolvimento social local.

O CEO do grupo Serra Verde, Thras Moraitis, ressaltou a confiança no governo estadual e informou que 70% do quadro de funcionários é composto por trabalhadores locais, sendo que, em abril, 90% das novas contratações ocorreram em Minaçu. Moraitis afirmou ainda que “investimos mais de 1 bilhão de dólares nessa operação e vamos continuar esse relacionamento prestativo”.

A mina Serra Verde é atualmente responsável pela única extração em larga escala de óxidos como disprósio, térbio, neodímio e praseodímio no Brasil, com produção de até 5 mil toneladas anuais. Todo o material é enviado para processamento na China, país que domina a produção global desses minerais.