Da redação do Conectado ao Poder
Em entrevista à Rádio Difusora, governador contesta fala do ex-governador, cita queda de crimes e reforça que não há continuidade com gestões passadas
Daniel Vilela reagiu, nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, em entrevista ao programa Microfone Aberto, da Rádio Difusora, em parceria com o Diário de Goiás, às declarações do ex-governador Marconi Perillo, que havia comparado gestões passadas com os governos de Ronaldo Caiado e do próprio Vilela em Goiás. Ao rebater, o governador do MDB afirmou que não aceita a equiparação e disse que “um governador que saiu preso” não se compara, ao citar o histórico do adversário e negar continuidade administrativa.
Na entrevista, Daniel Vilela classificou a comparação como uma ofensa e afirmou que sua gestão e a de Caiado não reproduzem práticas políticas e administrativas associadas a governos anteriores. “Isso é uma ofensa para nós, porque um governador que saiu preso pela Polícia Federal, não temos nenhum tipo de continuidade nas práticas políticas e administrativas dele. Não se compara”, declarou.
Segundo o governador, a resposta foi motivada por falas feitas por Perillo no mesmo programa no dia anterior. Vilela disse que, na avaliação dele, o estado avançou nos últimos anos e se distanciou de problemas que atribuiu a gestões anteriores, como corrupção e ineficiência.
Ao tratar de segurança pública, Daniel Vilela citou números para ilustrar a diferença entre períodos. Ele mencionou que, em Goiânia, já houve registros de até 90 caminhonetes assaltadas em um único dia e afirmou que, atualmente, quando há alta, seriam três casos em um mês inteiro. “Vai falar que o governo Caiado e Daniel se compara do ponto de vista da área da segurança [com o de Perillo]? Nós chegamos em um dia só ter em Goiânia, 90 caminhonetes assaltadas. Hoje, quanto tem muito, é três durante um mês inteiro. Não aceitamos essa comparação. Não somos continuidade”, disse.
Na área econômica, o governador afirmou que Goiás tem atraído investimentos de grande porte e citou anúncios bilionários em setores como o automobilístico e o farmacêutico. “Goiás nunca recebeu tantas empresas e indústrias como nos últimos sete anos. Foram anúncios bilionários de investimento do setor automobilístico e farmacêutico”, declarou.
Daniel Vilela também mencionou a educação entre os temas apontados como prioridade e disse que pretende manter investimentos. Na conversa, ele observou que resultados não são imediatos e afirmou: “Nenhum governo faz tudo de uma vez só.”






