Da redação
Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, foi avaliado como o candidato com melhor desempenho no debate presidencial promovido pela Band em parceria com o Estadão, segundo dinâmica realizada pelo Instituto Travessia com 12 eleitores paulistanos de classes B, BC, C e D. No encontro, realizado em uma sala de espelho, os eleitores assistiram ao debate em tempo real e avaliaram os candidatos presentes por meio de cartões: verde para aprovação, amarelo para neutralidade e vermelho para reprovação.
A pesquisa qualitativa, de caráter analítico e sem rigor estatístico, identificou diferença no comportamento dos apoiadores dos líderes das pesquisas. Conforme Renato Dorgan, CEO do Travessia, “os eleitores de Lula pouco mudaram, mas os de Flávio abandonaram seu candidato e optaram por Caiado e Renan como alternativas. Entre os indecisos jovens, Renan tende a subir, enquanto as mulheres tendem a votar em Caiado”. Caiado conquistou votos das duas apoiadoras de Flávio Bolsonaro (PL) e da eleitora de Romeu Zema (Novo), além de obter boa avaliação entre indecisos e mulheres.
Lula (PT), Flávio Bolsonaro e Zema não participaram do debate, justificando ausência. Segundo as três apoiadoras de Lula presentes no grupo, a ausência do presidente foi entendida e justificada com base nas declarações do próprio candidato sobre ser alvo de adversários. Já as duas apoiadoras de Flávio atribuíram à ausência de seu candidato a mudança para Caiado, reforçando o incômodo com o não comparecimento dos principais nomes. Alguns participantes defenderam obrigatoriedade de presença ou punição para ausências em debates.
Renan Santos (Missão) foi considerado pelos indecisos e apoiadores de Flávio por seu estilo “sem filtro” e propostas para segurança pública, como a criação de “superpresídios”, mas foi rejeitado por mulheres, que o consideraram “agressivo” e criticaram seu vocabulário. Augusto Cury (Avante) foi visto como bem-intencionado, porém com pouca experiência. Conforme o Travessia, a composição do grupo seguiu proporção de apoio aferida por pesquisas quantitativas recentes, com diferentes posicionamentos políticos.



