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Defesa Civil do RJ afirma que ventania não exigia alerta vibratório em celulares


Da redação

Moradores do Rio de Janeiro relataram não terem recebido mensagens de texto no celular alertando sobre as rajadas de vento que atingiram a cidade na quarta-feira (29), causando a morte de duas pessoas após a queda de um muro. O fenômeno paralisou o transporte público na região metropolitana, provocou atrasos em voos e deixou centenas de milhares de consumidores sem energia elétrica.

A Defesa Civil fluminense informou que o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden-RJ) enviou alerta por SMS às 15h30 sobre as rajadas de vento. Entretanto, usuários nas redes sociais afirmaram não ter recebido a mensagem ou relatam que o SMS chegou somente após o início da ventania. A Defesa Civil não acionou o cell broadcast, ferramenta que emite alertas sonoros e interrompe o uso do telefone, pois, segundo o órgão, os critérios de risco muito alto não haviam sido atingidos.

O prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) afirmou que a intensidade dos ventos foi maior do que a prevista inicialmente, relacionando o episódio ao fenômeno climático El Niño. As defesas civis municipais debateram o cenário em reunião na manhã de quarta-feira, mas, conforme o boletim do Centro de Operações, o alerta era de “ventos moderados com rajadas ocasionalmente fortes”. Apenas após o agravamento do quadro foram emitidos alertas de ventos muito fortes.

Além das vítimas fatais identificadas, a polícia investigava o corpo de uma possível terceira vítima encontrado no mar de Paraty. O Corpo de Bombeiros realizou 62 atendimentos simultâneos e registrou 31 salvamentos de pessoas, cinco ocorrências de desabamentos e 154 cortes de árvores. Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Niterói concentraram o maior número de chamados.