Da redação
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que descarte a existência de falta grave relacionada à apreensão de uma arma em blitz. O pedido, protocolado nesta quinta-feira (2), solicita a manutenção da prisão domiciliar e cita parecer da Procuradoria-Geral da República emitido no dia anterior.
O protocolo foi apresentado como resposta ao despacho de Moraes, que havia requisitado a manifestação das partes sobre o relatório final do inquérito conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal. O inquérito investiga os fatos relacionados ao episódio envolvendo uma arma registrada em nome de Bolsonaro.
Segundo a defesa, o relatório policial confirmou que Bolsonaro possuía registro válido para a arma, sem restrições conhecidas para mantê-la em casa. Ainda de acordo com o inquérito, não houve materialidade ou conduta dolosa atribuível ao ex-presidente. As investigações indicaram que a retirada da arma foi iniciativa exclusiva do servidor Estácio Leite da Silva Filho, sem indícios de ordem ou autorização por parte de Bolsonaro.
Os advogados mencionaram que a Procuradoria-Geral da República considerou inexistente qualquer falta disciplinar e recomendou a continuidade da prisão domiciliar. Eles destacaram, ainda, que Bolsonaro não tem interesse na restituição do armamento apreendido, ponto já informado anteriormente no processo e também reconhecido pela PGR.




