Da redação
O Partido Democrata retomou o controle da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos, em uma derrota para o presidente Donald Trump. A virada ocorreu nas eleições de meio de mandato, com vitórias democratas em disputas legislativas.
Até o início da madrugada, os democratas haviam derrotado senadores republicanos no Texas, na Carolina do Sul e na Carolina do Norte, além de Ohio, Minnesota, Iowa e Kansas. Também reelegeram senadores na Geórgia, Virgínia, Delaware, Nova Jersey, Rhode Island, Massachusetts, New Hampshire, Colorado, Illinois, Novo México e Oregon. Com mandatos ainda em curso, chegaram a 52 cadeiras, uma a mais que a maioria necessária. Uma vitória no Alasca poderia elevar o total a 55.
Na Câmara, os democratas haviam conquistado dez assentos até o início da madrugada, sete a mais que o necessário para obter a maioria. Até meados da manhã, tinham garantido 228 cadeiras, contra 139 dos republicanos. A rede NBC projetou uma bancada democrata de 255 deputados e avaliou que os republicanos dificilmente reverteriam o resultado.
A oposição também venceu disputas para governador no Texas, em New Hampshire e na Geórgia. Gina Hinojosa será a primeira governadora latina do Texas; Keisha Bottoms, a primeira governadora negra da Geórgia; e Chris Pappas, o primeiro governador gay da história dos Estados Unidos, em New Hampshire.
Na noite de terça-feira, Trump disse ao The New York Times estar “absolutamente disposto” a aceitar os resultados e trabalhar com os democratas. “Estamos, sabe, ansiosos para trabalhar com eles”, afirmou. “Provavelmente chegaremos a um entendimento.” Ele atribuiu as derrotas republicanas à sua ausência nas disputas e chamou de “decisão muito sensata” a entrada em guerra contra o Irã. Disse não se arrepender de apoiar a senadora Darline Graham, da Carolina do Sul, e Ken Paxton, procurador-geral do Texas, ambos derrotados. “Considero este o período de dois anos mais bem-sucedido na história de qualquer presidente”, declarou sobre o início de seu segundo mandato.




