Por Alex Blau Blau
Acusação aponta que vítima foi agredida, teve as pernas quebradas e acabou executada após ser levada em um veículo na Grande Vitória
A Justiça marcou para o próximo dia 25 o julgamento de uma dentista e de um médico veterinário acusados de participação na morte de um homem em situação de rua em Vila Velha, no Espírito Santo. O caso ganhou repercussão pela extrema violência descrita nas investigações.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a vítima foi amarrada, espancada e sofreu fraturas nas pernas antes de ser atingida por disparos de arma de fogo. O corpo foi localizado às margens de uma rodovia da região em agosto de 2021.
Os réus são Gabriella Anacleto Kiefer e Thiago Oliveira do Nascimento. O julgamento será realizado por meio de júri popular e está previsto para começar às 13 horas.
As investigações apontam que o crime teria ocorrido após a entrada do homem em um imóvel que passava por reformas. Uma testemunha relatou que a dentista teria acompanhado a movimentação por câmeras de segurança e acionado o então companheiro.
De acordo com a apuração policial, o veterinário teria abordado a vítima no local, realizado agressões e a colocado em um veículo posteriormente identificado como pertencente à dentista.
Quando o corpo foi encontrado, apresentava marcas de violência severa, além de sinais de disparos e fraturas. Na ocasião, a identidade da vítima não foi confirmada.
O caso voltou a avançar após novas diligências realizadas anos depois. Durante outra investigação envolvendo o veterinário, policiais localizaram armas, munições e equipamentos relacionados ao armamento. Exames periciais concluíram que os projéteis retirados do corpo da vítima eram compatíveis com uma arma apreendida durante a operação.
Conforme os autos do processo, Thiago Oliveira admitiu ter efetuado os disparos, alegando ter agido em legítima defesa. Já Gabriella Anacleto exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante os depoimentos.
Em manifestação encaminhada à Justiça, a defesa da dentista sustenta que a acusação é resultado de interpretações equivocadas e afirma confiar que a inocência da cliente será reconhecida durante o julgamento. A defesa do veterinário informou que o processo tramita sob sigilo e não comentou o mérito da ação.
Agora caberá ao conselho de sentença analisar as provas reunidas ao longo da investigação e decidir sobre a responsabilidade dos acusados no crime.




