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Deolane Bezerra é presa em operação por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC

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Da redação

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (21) a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, de 38 anos, durante a Operação Vérnix. Ela é investigada por suposta participação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital), com mandados cumpridos em sua residência em Barueri, na Grande São Paulo.

A operação, resultado de força-tarefa entre a Delegacia-Geral de Polícia Civil e a Procuradoria-Geral de Justiça, teve como ponto de partida bilhetes encontrados em presídio paulista. Os manuscritos indicavam um esquema envolvendo Deolane e a transportadora Lado a Lado, considerada controlada pelo PCC, para movimentação e ocultação de recursos financeiros ilícitos.

Segundo os investigadores, Deolane era suspeita de controlar 35 empresas de fachada registradas em Martinópolis, interior paulista, todas sem atividade operacional comprovada e compartilhando o mesmo contador. Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) confirmaram movimentações consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados por ela e suas empresas, incluindo valores em espécie e fracionados.

A Justiça determinou bloqueio total de R$ 327 milhões em bens e ativos dos investigados na operação. Do total, foram confiscados R$ 27.002.774,72 relacionados a Deolane, abrangendo pessoas jurídicas como Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda., Bezerra Produções Artísticas Ltda. e Deolane Bezerra Holding Participações Ltda. Carros de luxo, como Lamborghini, McLaren, Range Rover, Cadillac Escalade e Mercedes-Benz AMG G63, avaliados em mais de R$ 8 milhões, também foram sequestrados.

Entre os alvos da operação estavam lideranças do PCC, incluindo Marcola (Marco Willians Herbas Camacho) e seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Júnior, ambos já detidos, que receberam novos mandados de prisão. O advogado de Marcola, Bruno Ferullo, declarou ser “praticamente impossível” a liderança da facção a partir do sistema penitenciário, afirmando que os presos têm todas as conversas monitoradas pela Polícia Federal.

Em setembro de 2024, Deolane e sua mãe, Solange Alves, já haviam sido detidas na Operação Integration em Recife, sob suspeita de integrarem organização criminosa dedicada a jogos ilegais e lavagem de dinheiro. Foram soltas após 20 dias, quando as prisões preventivas foram revogadas. O inquérito aponta uso de empresas de eventos, publicidade e casas de câmbio no esquema investigado.