Da redação
Uma nota técnica da ONU Mulheres e do Banco Mundial aponta que a diferença entre licenças parentais remuneradas para mães e pais prejudica mães, crianças e pais, pois políticas públicas e corporativas oferecem períodos maiores às mulheres e mantêm desigual a divisão dos cuidados.
A análise de 190 economias mostra que 61 países, quase um terço, não alcançam o mínimo de 14 semanas de licença remunerada materna previsto pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ao menos seis países não têm licença paga para mães; 66 não garantem o direito aos pais.
Em média, mulheres dedicam 2,5 vezes mais horas diárias ao cuidado não remunerado que homens. Licença compartilhada permite dividir tarefas domésticas e cuidados, reduz a sobrecarga feminina e favorece o trabalho remunerado materno. A paternidade participativa associa-se a avanços cognitivos, linguísticos, emocionais e comportamentais das crianças.
Pesquisas recentes apontam desejo masculino de maior participação: 87% dos pais dizem não ter apoio suficiente e 83% relatam falta de flexibilidade oferecida pelos empregadores. Nyaradzayi Gumbonzvanda, diretora-executiva-adjunta, defende a divisão justa do cuidado como condição para igualdade e empoderamento feminino.



