Da redação
O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu 1.295 quilômetros quadrados no primeiro semestre, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Trata-se do menor índice já registrado desde o início das medições por satélite em 2016. A redução representa queda de 38% em relação ao mesmo período de 2025.
Especialistas atribuem essa diminuição ao retorno de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência. O presidente prometeu erradicar o desmatamento ilegal até 2030. Segundo ambientalistas, entretanto, Lula enfrenta críticas por apoiar projeto de exploração de petróleo em larga escala na costa amazônica.
No mesmo período, a devastação do Cerrado alcançou 3.142 quilômetros quadrados, o menor patamar desde 2021. O Cerrado é descrito por pesquisadores como uma vasta e biodiversa savana ao sul da Amazônia, também considerada essencial para a conservação ambiental no país.
Em 2022, último ano do governo de Jair Bolsonaro (PL), o desmatamento na Amazônia chegou a 10.278 quilômetros quadrados. Houve redução de quase metade em 2023, primeiro ano do novo mandato de Lula. No primeiro semestre de 2022, foram registrados 3.998 quilômetros quadrados de destruição na região.




