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DF amplia vagas e cria política humanizada para população em situação de rua


Da redação

Thais Gonçalves da Silva, 37, vive há mais de duas décadas em situação de rua no Distrito Federal, enfrentando dependência química e rupturas familiares. Mesmo afirmando ter familiares e uma casa para onde retornar, ela relata que sempre volta às ruas devido ao consumo de drogas, conforme seu relato.

Segundo o Instituto de Pesquisa e Estatística do Distrito Federal (IPEDF), em 2022, havia 2.938 pessoas em situação de rua, incluindo aquelas nos serviços de acolhimento e comunidades terapêuticas. Em janeiro de 2025, o instituto realizou novo censo nas 35 regiões administrativas para atualizar os dados, mas ainda não divulgou o resultado. O IPEDF destaca que fatores como desemprego, rompimento de vínculos familiares e problemas com álcool e outras drogas agravam a situação de vulnerabilidade desse grupo.

Neste contexto, o Governo do Distrito Federal sancionou a Lei nº 7.923/2026, que institui a Política Distrital de Acolhimento Humanizado e Atenção Integral à População em Situação de Rua, prevendo princípios como dignidade, respeito à autonomia e não discriminação. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) informou que já amplia políticas como o Serviço de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias do Areal, com previsão de aumento de 150 para 186 vagas. Ao todo, a rede soma 1.291 vagas de acolhimento institucional, além de 400 vagas diárias de pernoite em hotéis sociais e centros de atendimento que realizam, juntos, cerca de 1,6 mil atendimentos por mês.

Para além do acolhimento emergencial, a legislação prevê ações de reintegração como qualificação profissional, atendimento psicossocial continuado e encaminhamento para programas de moradia. Segundo a Sedes, pessoas acolhidas podem acessar benefícios, habitação e, havendo família em outro estado, ter transporte financiado para retorno. O programa RenovaDF reserva até 10% de vagas para pessoas encaminhadas por serviços sociais, e ao menos 2% das vagas em obras públicas do Distrito Federal destinam-se à população em situação de rua.