Da redação
O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) registrou 71 ocorrências envolvendo motocicletas e 55 motociclistas mortos entre janeiro e agosto de 2026. No mesmo período de 2025, foram 78 ocorrências e 72 mortes. O total daquele ano chegou a 119 ocorrências e 105 vítimas fatais.
Rodrigo Leonardo, de 36 anos, morreu em fevereiro, em Samambaia, ao bater a moto em um caminhão carregado de milho, parado sem sinalização numa subida. A irmã, Bárbara Elen, diarista de 32 anos, reconheceu a vítima pela motocicleta ao assistir à notícia: “A vítima era meu único irmão”, relembra.
Michelle Andrade, professora de engenharia civil da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em segurança viária, aponta baixa visibilidade dos motociclistas, velocidade inadequada e falhas na infraestrutura, como desníveis e cruzamentos. Ela relaciona jornadas e tempo de circulação dos entregadores à exposição a riscos e alerta que não há causa única para os acidentes.
Em 2024, a gerente de clínica Michele Pacheco, 30, sofreu um acidente na EPTG após um carro jogar sua moto na faixa de ônibus, onde um coletivo passou sobre sua perna. Operada no ligamento do pé, ficou quase um ano sem andar. “Por sorte, eu estou viva para contar essa história”, diz.
A Câmara Legislativa do DF aprovou proposta de Fábio Félix (PSol) sobre a faixa azul para motos, enviada ao Executivo para sanção ou veto. O professor de engenharia de tráfego da UnB Paulo César Marques da Silva diz que estudos da Secretaria Nacional de Trânsito não apontam aumento da segurança.




