Da redação
No Dia Internacional da Educação, celebrado neste sábado, a iniciativa Educação Não Pode Esperar (ECW, na sigla em inglês) destacou o papel central dos jovens na reconstrução dos sistemas educacionais em situações de crise. Segundo a ONG internacional, os jovens são parceiros essenciais na co-criação do futuro da educação, especialmente em contextos marcados por emergências humanitárias.
Atualmente, cerca de 234 milhões de crianças e adolescentes em todo o mundo necessitam urgentemente de acesso a uma educação de qualidade, número que aumenta com a intensificação de conflitos, agravos de desastres climáticos e deslocamentos forçados. O ECW enfatiza que a liderança jovem contribui diretamente para iniciativas em campos de refugiados e para a formulação de políticas dentro do Grupo de Direção de Alto Nível e no Comitê Executivo do fundo.
A educação de meninas no Afeganistão é um dos grandes desafios citados: há quatro anos, alunas seguem impedidas de estudar além do ensino primário. No Kivu do Norte (República Democrática do Congo), só 59% das crianças em idade escolar frequentam a escola; já na Somália e no Sudão, menos de quatro em cada dez têm acesso à educação.
O ECW, entidade apoiada pela ONU, já beneficiou mais de 14 milhões de crianças e adolescentes em situação de crise, com ações que vão desde a promoção da educação infantil até apoio psicossocial, alimentação escolar e inclusão de pessoas com deficiência. Organizações locais, lideradas por jovens, mulheres, refugiados e pessoas com deficiência, são consideradas fundamentais para o sucesso dessas iniciativas.
O diretor da ECW, Graham Lang, alerta para o custo elevado da ausência de investimentos em educação em crises. Ele defende que a educação é um investimento estratégico, não um gasto, e pede apoio público e privado para alcançar US$ 600 milhões até 2026, visando atender 10 milhões de crianças e jovens afetados por crises até 2030.





