Da redação
A operação da Polícia Federal realizada nesta terça-feira, 23, teve como alvo o banco Digimais, controlado por Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus. O episódio gerou discreta reação nas redes sociais da classe política, tanto à direita quanto à esquerda, em meio ao recesso parlamentar provocado pelo período junino.
Segundo apurado, a ausência de manifestações públicas também ocorre nas redes, onde mesmo parlamentares da direita evangélica evitam relacionar suas atividades políticas com as investigações envolvendo suspeitas de fraude. A bancada evangélica optou por não se pronunciar sobre a ação policial até o momento.
Entre setores da esquerda, a estratégia é evitar críticas precipitadas que possam desagradar eleitores evangélicos, segmento no qual o presidente Lula busca ampliar apoio para sua reeleição. A orientação imediata da pré-campanha do petista tem sido direcionar esforços à tramitação de projetos legislativos, como o fim da jornada de trabalho 6×1.
Não houve mobilização da militância nas redes sobre a operação envolvendo Edir Macedo. Isso ocorre mesmo diante da pré-candidatura ao Senado do deputado federal Marcelo Crivella, vinculado ao bispo, que concorre no Rio de Janeiro com Benedita da Silva, também evangélica e filiada ao PT.
O coordenador do setor inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa, afirmou que o partido adota o princípio da “presunção da inocência”. Ele destacou que “nenhuma instituição, privada, pública ou religiosa, está acima da lei”. Barbosa defendeu a apuração rigorosa de eventuais irregularidades e reforçou a importância da atuação das instituições.
O silêncio observado na esfera política ocorre em meio ao esvaziamento do Congresso por festas regionais, principalmente no Nordeste, dificultando pronunciamentos formais. O caso suscita debates sobre a relação de figuras religiosas com o ambiente político e suas consequências para o cenário eleitoral.





