Da redação
O mercado financeiro brasileiro registrou forte otimismo nesta quinta-feira, 30 de abril, impulsionado por fatores externos e pelo comunicado do Copom. O dólar comercial encerrou em R$ 4,952, menor cotação desde 7 de março de 2024, enquanto o Ibovespa subiu 1,39%, beneficiando-se de fluxo estrangeiro e reavaliação do cenário monetário.
Após seis quedas consecutivas, o índice de ações da B3 apresentou recuperação, sustentado pela percepção de estabilidade econômica. Investidores estrangeiros venderam dólares e alocaram recursos em ativos brasileiros, movimento típico em períodos de apetite global por risco em mercados emergentes, como o Brasil.
No mês de abril, o dólar acumulou desvalorização de 4,38% frente ao real, e, no acumulado do ano, a queda chegou a 9,77%. Segundo analistas, a perda de força da moeda norte-americana reflete tendências globais, além do direcionamento de capitais para economias com juros mais elevados, como a brasileira.
Apesar do início de um ciclo de cortes, a Selic foi reduzida para 14,50% ao ano, permanecendo em nível elevado. O Banco Central sinalizou cautela diante de riscos inflacionários. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, ampliando o diferencial de taxas e atraindo investidores para o Brasil.
O euro comercial também teve forte queda, fechando a R$ 5,811, atingindo o valor mais baixo desde 24 de junho de 2024. Dados do mercado de trabalho brasileiro indicaram resiliência da economia, sugerindo menor espaço para cortes agressivos nos juros no curto prazo, conforme avaliação do mercado.
No ambiente internacional, o petróleo seguiu volátil, com Brent encerrando a US$ 110,40 e WTI a US$ 105,07. As oscilações refletiram preocupações sobre fornecimento global, influenciadas por tensões geopolíticas no Oriente Médio e restrições no Estreito de Hormuz. O cenário pressiona a inflação global e afeta decisões monetárias em diversos países.






